terça-feira, 8 de novembro de 2011

PARADOR RUNNING 10 MILHAS


     Tudo começou com um sorteio da Revista Go Faster no twitter, participei do sorteio e fui contemplado com uma inscrição free, meus amigos corredores e professores Murilo Klein e Robson Alves também foram agraciados com inscrições grátis e então planejamos fazer a viagem Curitiba – Camboriú  juntos.
    Tivemos a grande ajuda do Rogério produtor da Revista Go Faster que nos ajudou muito passando todas as informações necessárias e ainda pegando os kits para nós o que nos facilitou bastante pois pudemos ir para o local da prova momentos antes da largada.
    A prova foi maravilhosa em todos os sentidos, kit do atleta excelente, visual lindo, organização impecável, um percurso pra lá de desafiador e um pós-prova formidável com toda estrutura do Parador Hotel a disposição dos atletas e um almoço muito gostoso antecedendo a premiação.
    Premiação no horário marcado com um carinho todo especial aos atletas e alguns brindes que nem estavam especificados no regulamento, ficando apenas um porém, de os troféus não terem ficado prontos a tempo, mas que serão entregues aos atletas em seus domicílios. Haviam troféus para os atletas subirem ao pódio e receberem seu reconhecimento o que amenizou bastante o ocorrido, que diga-se de passagem, não foi por culpa da organização mas devido a uma falha da empresa contratada para a confecção dos mesmos. Enfim, uma prova nota 10 que merece  a denominação de Premiun e tornar-se tradição na região.
    Quanto a minha participação na prova posso dizer que fiquei muito satisfeito com meu desempenho, alcançando o 13º lugar geral e 3º na categoria 41-50, fiz uma prova estratégica, poupando um pouco de energia nas descidas e plano para poder subir as ladeiras sem muita perda de tempo, terminei bem, ultrapassando alguns competidores na última e mais temida subida de quase 02 km, ali percebi que já estava faltando forças para meus adversários enquanto eu estava conseguindo os ultrapassar com alguma facilidade e depois disso ainda consegui terminar a prova acelerando, fazendo dos 02 últimos kms  os meus mais rápidos.
     Agradeço a Revista Go Faster por ter me proporcionado participar desta prova realmente incrível e um agradecimento especial ao Rogério por ter facilitado muito as coisas para nós e pela atenção dispensada no dia da prova até a nossa volta para Curitiba.
    Um fim de semana maravilhoso, com amigos especiais em um lugar lindo  e fazendo o que mais gosto, obrigado meu Deus por todas estas bênçãos.

domingo, 11 de setembro de 2011

8º Revezamento de São Francisco do Sul


Dia 03 de setembro participei juntamente com mais 05 companheiros da prova de revezamento de São Francisco, formamos uma equipe veterana com os 06 componentes da equipe tendo 40 anos ou mais.

 A viagem foi muito bacana, fomos na 6ª feira à tarde, eu, minha esposa Luci e minha filha Amanda, lá encontramos o restante do grupo, nos divertimos muito, foram momentos de muita alegria e diversão.
A prova foi emocionante e muito bonita, disputamos um lugar no pódio durante toda a prova e no final nosso esforço foi recompensado com o 3º lugar na categoria Veterana.
Agradeço aos meu companheiros: Anderson, Jacimiel, Buchmann, Dorival e Francisco pelo companheirismo e pela força de vontade, não deixamos de acreditar nunca e lutamos sempre, cada um tenho certeza, deu o melhor de si, conquistamos com este lugar no pódio um lugar na Volta da Ilha de Florianópolis, espero ter a sorte de poder novamente compor com esta equipe.
Obrigado meu Deus por esta oportunidade de nos divertirmos e realizarmos esta atividade que tanto gostamos.

segunda-feira, 8 de agosto de 2011

k42 Bombinhas Maraton Adventure

Uma prova para a vida. Sabe quando uma coisa tem que ser, pois é, ganhei a inscrição desta prova através de sorteio no twitter (@MidiaSport) e logicamente já resolvi que iria participar, até porque eu estava preparado, tinha corrido a maratona de Porto Alegre e estava me preparando para a meia maratona de Curitiba quando ganhei este sorteio, então era fazer alguns treinos específicos e partir para esta prova.
Acontece que nem tudo ocorre como a gente quer e imagina e devido a fadiga dos treinos e a participação forte na meia maratona de Curitiba eu tive um estiramento no músculo posterior da coxa esquerda, detectado através de ressonância magnética que apontou lesão de grau I, Dr. Adriano Karpstein deu seu veredicto, 21 dias de repouso e fisioterapia, os 21 dias se encerrariam na 4ª-feira da semana da prova, ou seja, neste momento eu já sabia que não deveria participar da prova, mas resolvi corrê-la mesmo assim, tendo em mente que não poderia disputá-la, somente participar e mesmo assim seria um sofrimento sem garantia de terminar.

Então me veio a cabeça o desafio para arrecadar alimentos para uma instituição de caridade e propus aos meus amigos, alunos e conhecidos o seguinte, se eu conseguisse completar a prova, cada um que se comprometesse a aderir ao desafio teria que doar 10 kg de alimentos não perecíveis, obtive 58 adesões e o peso para terminar a prova aumentou.

A viagem para Bombinhas já foi uma luta, uma viagem que dura em média 03 horas, de Curitiba a Bombinhas,  foi concluída em 08 horas devido a acidentes na pista que causaram interdição da estrada, depois de ficar parado por um tempo consegui fazer um retorno e fui por outro caminho aumentando em uns 200km o percurso, mas conseguimos chegar lá em Bombinhas às 21:45hs, a entrega dos kits que seria até às 18:00hs foi prorrogada até às 22:00hs devido a este problema na estrada e eu consegui chegar 15 minutos antes de encerrarem a entrega.
Pega Kit, acha uma pizzaria, procura a pousada, acabei indo dormir tarde, mas acordei bem, um sábado lindo de sol aguardava os corredores para embelezar ainda mais aquele lugar abençoado por Deus. Adrenalina crescendo, hora da largada chegando, encontrei alguns amigos, conversamos um pouco e procuramos nos posicionar na largada.

08:00hs começa a prova, largada na praia de Bombinhas, começo com areia fofa, e eu larguei na boa, procurando sempre manter uma passada não muito larga para não forçar o local da lesão e também nem conseguiria porque era abrir um pouquinho mais para a dor já se fazer presente. E fui assim, sempre contendo a velocidade aonde dava pra correr e nas trilhas a coisa igualava pra todo mundo, trilhas e mais trilhas, cada morro em que ainda não sei se sofria mais pra subir ou pra descer, como eu tinha sempre que ficar ajeitando a minha passada, da metade da prova pra frente eu sofri com muitas dores no quadríceps e joelhos, uma unha perdida do dedão do pé esquerdo também fazia com que eu tivesse que pisar com o pé encolhido dentro do tênis nas descidas e isso quase desencadeava caimbras na panturrilha, uma luta, tinha que vir administrando estas dores e mais a dor da lesão que a esta altura já estava bem forte e já puxando um pouco no glúteo.



A segunda metade da prova é bem mais difícil que a primeira, os morros são bem piores e as trilhas então nem se fala, tinha lugares que a gente caia de costas, era errar uma
passada ou não se agarrar em algo firme e lá ia pro chão novamente, isso quando não ia rolando por alguns metros, costões de rochas onde o importante era escolher onde pisar pra não ir pra água e se machucar muito, a última trilha no Retiro dos Padres é desumana, vc já esta com 39kms nas costas, sem forças e tem que encarar o pior pedaço da prova, ali eu já estava administrando as forças mesmo para não desmaiar, mas a hora da emoção maior se aproximava.  

A  emoção de avistar o pórtico de chegada e ao se aproximar escutar o locutor da prova dizendo: “ Vem chegando o atleta Mário Lúcio dos Santos Marangon – Curitiba – Academia Vida Plena e V8 Assessoria”, hora de erguer a faixa de sempre com os dizeres: “Obrigado Jesus”, nesta hora confesso que não consegui conter as lágrimas, estava concluída uma prova que foi uma lição para minha vida. Meu melhor tempo em maratonas foi este ano em Porto Alegre com 03:11, aqui consegui fechar a prova em 05:28, além das minhas dificuldades extras já relatadas percebi que é uma corrida totalmente diferente, não da nem pra ter base por tempos em outras provas.

É uma prova que quero muito repetir, tenho certeza que estando inteiro tenho condições de disputar as 3 primeiras colocações da minha categoria, ano que vem é uma prova que pretendo colocar em meu calendário e recomendo a todos pois é uma prova linda, cada morro, cada trilha era recompensada com uma paisagem deslumbrante, mas se preparem, lá não é lugar pra brincar. Pra quem não estiver preparado para encarar a maratona solo, tem também as opções de maratona de revezamento 21 X 21 e a prova de 12km. A organização foi muito boa e dava muita segurança a nós atletas, kit bom, camiseta de finisher, enfim uma prova que pretendo repetir e recomendo.


E quanto ao desafio dos alimentos, foram arrecadados 600kg de alimentos que serão repassados esta semana para a ABASC (associação Batista de Ação Social). Fica a lição: “Em Deus somos mais que vencedores.”




*Agradecimentos:
- A Deus em 1º lugar porque é Dele que vem a força para todas as vitórias.
- A minha esposa Luci Cristina e minha filha Amanda pela paciência na viagem e o apoio de sempre.
- As fisioterapeutas Cynthia e Marta que fizeram e terão que continuar fazendo um ótimo trabalho.
- Murilo Klein da V8 Assessoria meu técnico e amigo.
- Leandro Heck – mochila de hidratação.
- Todos os amigos, alunos e conhecidos que apoiaram este desafio e que de alguma forma me ajudaram e muito a vencê-lo.

segunda-feira, 23 de maio de 2011

Maratona de POA 2011.



Cinco meses de preparação, muitos treinos de velocidade e força no inicio e depois vários longões (27, 30, 33 e 35km), além dos mais curtinhos de 18 e 21km que nem contamos como longo, fase de polimento com a calibragem do ritmo através dos tiros de 2000, 3000 e 4000m, alongamentos, suplementação, fins de semana em que abdicamos de um pouco mais de descanso e optamos por acordar mais cedo ainda para fazer os temidos longões, treinos na hora do almoço por motivo de tempo escasso para treino e também para treinar na hora
 mais quente do dia, mas tudo vale a pena quando se tem um objetivo e amor pelo que se faz.
Chegou a hora, tudo pronto, embarcamos no sábado pela manhã rumo a Porto Alegre, eu, meu aluno e amigo Alfredo da Academia Vida Plena e mais a turma da V8 assessoria, os professores Murilo com sua namorada Camila, Vítor e Robson, além dos amigos Fábio e seu pai Francisco de Paula. Eu, Alfredo, Murilo e Francisco fomos para a maratona e o Fábio, Robson e Vítor para o Revezamento. Conhecemos também lá em Porto Alegre a irmã do Vítor “Carlota”, que mora por lá e nos recebeu muito bem, mostrando-se uma ótima anfitriã e fazendo nos sentir muito bem na cidade. Camila ficou responsável pelas fotos durante a maratona e em seu final, além de passar hidratação específica e nutrição que poderíamos deixar com ela. Ficamos hospedados todos no mesmo Hotel, o que facilitou muito o convívio e os traslados muito bem realizados pela organização da prova.
Noite mal dormida, o que já era de se esperar pois fico sempre ansioso antes de uma prova que tenho forte objetivo, café da manhã, e fomos para o local da largada, local amplo, tudo bem organizado, largada no horário.
Inicio de prova fácil, rodei o 1º km para 4’15, mas sabia que neste ritmo era só o primeiro mesmo, rsrsrsrs, temperatura na largada estava bem agradável em torno de 17ºC, o percurso eu já conhecia do ano passado e sabia que não haveria grandes aclives, nenhuma dificuldade imposta pelo percurso. Fui rodando conforme o planejado, sempre abaixo dos 4’30/km no inicio para depois ter uma reserva e fechar a prova neste ritmo de 4’30, o calor foi apertando, na metade da prova o sol já nos torrava e mesmo com meu ritmo começando a cair um pouquinho comecei a ultrapassar muitos competidores que demonstravam estar sentindo muito o calor, os termômetros de rua já marcavam 26, 27°C.
Continuei firme até o km 33 quando meu ritmo realmente começou a ir pra baixo, mas nada desesperador, eu sabia que isso iria acontecer e que aquela era a hora de saber administrar o cansaço e não tentar nenhuma loucura de querer manter o ritmo a qualquer preço sob pena de não terminar a prova, decidi levar o carro pra garagem em segurança e se no finalzinho tivesse algum nitro pra queimar então seria a hora certa. Meu pior km foi o 41 para 4’50, mas consegui compensar no último que fiz para 4’25 conseguindo assim atingir o tempo que era minha meta: fazer a maratona para baixo de 03:12, fechei a prova em 03:11:17, uma melhora muito grande se compararmos com a prova do ano passado que fechei em 03:29 e na maratona de Buenos Aires que fiz em 03:18.
Agora é dar um tempo para o corpo se recuperar, pretendo no restante deste ano me aprimorar apenas na velocidade, quero baixar meu tempo de 10kms, no máximo farei algumas meias para não perder totalmente a resistência para provas maiores.
Quero deixar aqui o meu agradecimento primeiramente a Deus que me deu o dom da vida e me dá saúde para poder realizar esta atividade, agradecer a minha esposa Luci Cristina que sempre me apóia e ajuda, a toda a minha família que sempre me deu suporte, ao amigo e treinador Murilo Klein assim como o Vítor e Robson que também me ajudaram muito e a todos os amigos que ficaram sempre na torcida. Muito obrigado a todos, independente do que fizeram todos foram importantes em algum momento.